Usamos e Recomendamos

Copyright 2018 by Ladypark Kennel. All rights reserved.

AMERICAN  STAFFS ...

Difícil pensar no que escrever para defini-los.

Olho para minha Swat, que dorme enrodilhada no sofá, e que minutos antes cochilava com a cabeça sobre meus pés. DOCE é uma palavra que talvez resuma o temperamento da raça. Amstaffs amam profundamente os donos, e, mais do que a maioria das outras raças de cães, demonstram de modo claro este amor no olhar, sempre que estão perto deles.

Amstaffs têm expressões quase humanas, e quem possui um logo aprende a ler nos olhos vivos e expressivos, o que se passa naquela "cabecinha". Possuem maneiras muito próprias de sentar, dormir e pular, e um largo sorriso que ilumina até o dia mais cinza.

São muito animados e brincalhões, qualquer coisa pra eles pode virar uma grande festa. Tudo é motivo para deixá-los alegres. Quanto a isso, é bom educá-los desde pequenos a não serem tão efusivos e providenciar para que tenham seus próprios brinquedos (que por segurança, devem ser adequados ao tipo de "boquinha"). Possuem uma energia fora do comum, uma incrível aptidão para saltar e podem levantar poeira em qualquer quintal quando acometidos de um "Surto de Vontade de Correr por Diversão". Sua velocidade é espantosa. 

Apesar de toda essa "pilha", são ótima companhia dentro de casa, onde tendem a parecer sossegados cães de luxo. Passarão horas cochilando em algum lugar macio, ou pertinho de você. De tempos em tempos, trocarão de lugar, passando junto a você para dar um "oi" com o focinho e ganhar um agrado. Amstaffs são movidos a carinho. 

Eles são imensamente inteligentes e, se você souber recompensar o tipo de comportamento que deseja (com muitos elogios, afagos ou petiscos), serão alunos nota dez no que quer que você lhes ensine. Adoram aprender coisas novas desde que você não tente ensinar de mau humor, e não use brutalidade com eles. A força bruta não costuma assustá-los: eles também tem um estoque enorme dela, além de grande resistência a dor física. Brigar com um Amstaff só o magoa, e faz com que se retraia ou ignore suas ordens. 

Faz parte da sua natureza uma certa independência de Terrier, que os torna muito apegados mas não grudentos em excesso. Gostam de estar sempre perto, mas não são de ficar cutucando você o tempo inteiro. Apenas cultive a boa vontade deles desde cedo, e eles serão bastante obedientes apesar do sangue Terrier. 

Amstaffs têm uma queda para a sociabilidade, porque tendem a gostar de pessoas de modo geral. Mesmo assim, muitos são usados com sucesso como guardas porque tendem a dar alarme frente a situações que considerem ameaçadoras, e o latido grosso combinado com a aparência não muito amistosa podem ajudar na segurança de seus donos. Alguns indivíduos já nascem com mais potencial, e se bem adestrados para a defesa, somam a isso o ataque de potência e rapidez impressionantes - sem perder a habitual docilidade com a família. 

Realmente gostam muito de crianças, e o normal é que sejam bastante pacientes com elas. Adoram passeios, guloseimas, brincadeiras, carinhos, gostam mesmo é de interagir com as pessoas da casa. Adoram principalmente fazer companhia a quem amam. 

Não gostam de frio e de solidão.

Difícil é você conviver com um deles, e não se apaixonar. 

CONVÍVIO

Quando eu e meu marido fomos morar juntos, decidimos adquirir um casal de cães para fazer a guarda da nossa casa. Tratando-se de um terreno bastante grande, em um bairro visado onde os assaltos a residências eram comuns, pensei em aproveitar a fama de mau do Pitbull, raça da qual sempre gostei, para afastar os mal intencionados.

Assim, compramos o Chucky, um American Staff, pela semelhança da raça com o Pit, e pelo excelente pedigree. Eu já havia visto Amstaffs em exposições e lido sobre eles, de modo que estava tranquila com relação a nossa segurança junto do novo cão. O Marco estava um pouco desconfiado, tanto pelo alvoroço da imprensa contra os Pitbulls, quanto pela idade do cachorro: dez meses. Já era praticamente um adulto, forte e musculoso, e nunca havia nos visto antes. 

Chucky foi uma grata surpresa. Nem eu poderia imaginar que ele se revelaria tão carinhoso, tão inteligente, tão adaptável e cheio de qualidades! Em questão de dias, era como se tivesse sido nosso desde que nasceu. Fascinados por este cachorro encantador, e após confirmar ser este o temperamento esperado para a raça, resolvemos criar Amstaffs. Encomendamos a Swat, e hoje não nos imaginamos sem eles...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Chucky morou vários meses dentro de casa conosco, e o primeiro ponto que observamos é que se trata de um cão muito limpo. Em poucos dias ele aprendeu a fazer todas as necessidades exclusivamente lá fora, e sempre antes de dormir ele tomava um banho de gato, lambendo-se durante minutos a fio. Swat chegou dali a poucos meses, com 50 dias de idade, e também aprendeu rápido a usar o jornal ou a grama. Ela também se lambia todos os dias, mas não tanto quanto Chucky, só limpava as patinhas mesmo. 

Logo Chucky assumiu o terreno como território dele, e dava alarme no portão como um guarda, e fazia para quem se aproximava demais um show de ferocidade que nem parecia vir dele, tão dócil. Quem passava devia achar que ele era uma fera. A Swat dava sinal a coisas fora do normal desde os 4 meses de idade. Passavam o dia e a noite em silêncio, quando latiam era algo de diferente com certeza. 

Amstaffs gostam muito de contato físico. Quando não estão ganhando atenção, algumas vezes se aconchegam no nosso pé, ou colocam a pata em cima dele, somente para estarem em contato. Chucky gostava de ser esfregado como um carpete, de ser apertado, levar tapinhas... Mas também apreciava ser alisado, e era derretido e dengoso como um filhotinho. Nos festejava se entortando inteiro, abanando a traseira toda e se esfregando na gente como se fosse um gato (um gato BEM robusto). Swat também não tinha restrições quanto ao tipo de carinho; desde que fosse em grande quantidade por dia, estava bom. Os dois se deliciavam com massagens nos músculos das costas, o Chucky se esticando todo, a Swat dando uns resmungos de feliz. 

Nenhum dos dois jamais foi agressivo conosco, desde o dia de suas chegadas, até o dia em que faleceram. Tínhamos acesso irrestrito a todas as partes do corpo deles para fazer o que quiséssemos, fosse brincar, fazer carinho, escovar, banhar, cortar unhas, limpar dentes, passar remédio, dar injeção. E permissão plena para mexer em todos os seus pertences, mesmo quando ocupados (osso na boca, ração sendo comida, bolinha durante o jogo). Nunca, enquanto viveu, o Chucky nos dirigiu um rosnado de ameaça, e isso que ele chegou já criado. A Swat até nos rosnou algumas vezes enquanto bem filhotinha, querendo testar até onde podia ir, normal de filhote. Colocamos o limite - quem pode rosnar nessa casa somos nós, os donos. E dos 3 meses de idade, até o último minuto de sua vida, ela jamais nos rosnou ou mostrou dentes. 

Americans tem paixão por cabo de guerra e por brincar com gravetos. Às vezes cruzam o pátio com verdadeiras árvores na boca. Também adoram bolas e cordas. O alto impulso de captura herdado dos Terriers os torna grandes caçadores de ratos e insetos, mas pode acontecer (aqui já aconteceu) de se estender a pássaros, gatos, sapos e cobras. Essa raça aceita e convive bem com outros animais, se for habituada a presença deles desde filhote. Quando adultos, a tendência principal é caçar coisas desconhecidas que se mexam. 

São grandes companheiros, seja para caminhadas, viagens, ou para ver tv em casa. A Swat assistia futebol com o Marco, acompanhando a movimentação dos jogadores com a cabeça. Quando via documentários onde apareciam animais, ia farejar atrás da tv para procurar os bichos... E houve um comercial que ela gostava muito, em que aparecia um cavalo pulando; era só ouvir a música do início, que ela corria para a frente da tv.

Chucky gostava de música, clássica ou romântica. Vinha deitar ao lado da caixa de som, e chegava a fechar os olhinhos. Swat, que tinha um caráter mais ativo, gostava das músicas agitadas, com alguma preferência pelas baianas de carnaval. Bastava aumentar o volume que ela ficava dando pulinhos, parecia que queria dançar. Amstaffs são muito excitáveis, é fácil elevar sua adrenalina. Quando estavam vendo futebol e o Marco comemorava um gol, a Swat se levantava e pulava também. Quando ele xingava o juiz, ela latia... Parceirona era ela.

Quanto a adestrabilidade, eu diria que os Amstaffs são excelentes: aprendem rápido e com facilidade. Com o Chucky, que era adulto porém submisso, usamos o método clicker, e em poucos dias ele já dominava vários comandos, e obedecia sempre feliz da vida. A Swat, de caráter bem forte, até os 3 meses era teimosa e parecia imune a nossas repreensões. Decidimos investir em elogios e motivação, broncas bem curtas e ações corriqueiras que reafirmassem a nossa liderança, e então ela nos mostrou o que tinha de melhor. Aos 6 meses de idade, ela atendia aos comandos básicos de obediência e de exposição, sabia alguns truques e já mordia firme e largava sob ordem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Toda e qualquer pessoa que recebíamos no portão de casa, se tornava inatacável após entrar, e tinha carta branca para circular pela casa e pelo pátio, inclusive recebendo manifestações de simpatia dos cães. Simpatia que para alguns Americans, não existia se não estivéssemos junto. Uma vez recebemos um amigo para almoçar, e decidimos ir ao mercado do bairro. Nosso amigo, já de casa e conhecido dos cães, disse que ia esperar ali na varanda, deitado na rede. O Chucky, sempre solto, acompanhou nosso carro até o portão, e após sairmos notou que a visita estava na nossa varanda. Voltou correndo e latindo furioso, e mandou nosso amigo pra dentro de casa, vigiando as portas e janelas, cada vez que via o rosto dele em uma, avançava. Isso até a nossa volta. Quando retornamos, ele imediatamente voltou a se mostrar amigável e a não se importar com a presença do nosso assustado amigo.

Nem todos tem esse tipo de atitude natural, de fato muitos ASTs são mansos de doer. Mais tarde, tivemos nossa Tara, que era uma guarda no real sentido da palavra: atenta, territorial, e pegava pra valer se tivesse chance. Foram várias quase mordidas fortes (a julgar pelas marcas dos dentes na grade) em pessoas distraídas que, conversando conosco pelo portão, eram inocentes de apoiar a mão por um momento na grade. Ficava ao nosso lado, sem latir, observando com atenção. A grade também era do terreno dela... se encostar, está invadindo. Um comportamento não treinado, que passou a apenas alguns de seus descendentes. Velvet deixou um canino inteiro (ficou só o toquinho na boca) no ferro do portão em um atrito com o carteiro que insistia em encostar na grade. E o Rolex desde jovem separa as pessoas em dois grupos: entrou com os donos e está do mesmo lado da cerca, tratar como amigo - se está do outro lado da cerca, se tiver chance agarra e puxa pra dentro. 

Pois a Tara se destacou grandemente nessa capacidade de discernir o momento de ser mansa e de ser brava. Uma vez íamos sair de viagem para uma competição, e combinamos com o casal de caseiros, de chegarem às 18:30. Esse casal já era conhecido dos cães e inclusive já tinha ficado cuidando deles em viagens nossas, mais de uma vez, com total tranquilidade. Pois nos atrasamos pra voltar do centro da cidade, e chegamos 40 minutos depois. Estavam soltos a Tara e mais 3 adultos. Quando paramos nosso carro o casal veio nos contar que estavam com medo de entrar conosco e os cães não os aceitarem, pois estavam ali há 40 minutos e a Tara, enfurecida e com a boca espumando em baba, não permitia que chegassem perto do portão (eles tinham a chave). Chamaram o nome dela, ofereceram bolacha, e ela cada vez mais brava. Os outros os haviam reconhecido, mas a Tara estava inflexível. Fiquei surpresa de ela ter se mantido em guarda durante tanto tempo, mesmo com pessoas que já conhecia e que a chamavam pelo nome. Abrimos o portão, chamamos os caseiros para dentro, e a Tara instantaneamente baixou as orelhinhas e os recebeu abanando a cauda e pedindo carinho. Poucos cachorros nascem tão bons assim.

 

 

 

 

 

Crianças são um capítulo a parte! Ouvimos falar e lemos que essa raça adora crianças, mas ficamos surpresos. Quando ainda não tínhamos criança em casa, e nossos cães portanto não tinham convívio com elas, mesmo assim nossos Americans recebiam todas as crianças que nos visitavam, com carinho e alegria. Focinhavam pedindo agrado, lambiam, e a maioria deles era mais delicado com as crianças, do que com gente adulta. Mas quando veio nossa filha Anita, foi impressionante. 

A Swat, então com 7 anos, dormia na cama conosco, geralmente com a cabeça em cima da minha barriga. De um dia para outro, ela simplesmente não colocava mais a cabeça no meu colo! Não apoiava mais as patas da frente em mim, e não me pedia colo. Durante dias eu insisti, e ela saía delicadamente, e não voltava. Deitava ao meu lado, a cabeça encostada na minha cintura. Às vezes, no silêncio, ela olhava para minha barriga, mexia as orelhas e virava a cabeça, como se estivesse ouvindo algo. Mais alguns dias, e veio uma mania inexplicável de lamber minha barriga - ela gostava de dar beijos, mas no nosso rosto. Nunca tinha encasquetado de lamber barriga... chegava a levantar um cantinho da minha camiseta para lamber minha barriga. Umas duas semanas desses comportamentos esquisitos, e fiz um exame de gravidez, do tipo teste rápido de urina. Negativo. Cadela maluca, pensei. Mais alguns dias e ela insistia nesses comportamentos incomuns. Fiz exame de sangue: estava grávida. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não sei como ela sabia, talvez ouvisse o coraçãozinho batendo, com a audição super apurada que os cachorros tem. Na primeira consulta, dias depois do exame de sangue, o coração do bebê já era um barulhão, amplificado pelo aparelho da médica. Swat ficou ao meu lado na alegria da descoberta, nos primeiros enjôos e tonturas, na leitura dos livros sobre bebês. Dali a alguns meses, ela sofreu um acidente bobo, em casa, foi socorrida mas nos deixou. Foi a maior dor da minha vida. Nossos outros Americans sentiram a perda dela, e tentaram me confortar com carinho extra. Quando Anita nasceu, minha cadela maravilhosa não estava lá para recebê-la. Mas os outros todos foram de uma delicadeza e doçura comoventes. O lugar mais disputado da casa era ao lado do carrinho ou do berço. Me procuravam pela casa quando ela chorava, e corriam para o quarto. Lambiam as mãozinhas e os pezinhos da Anita como se aquela boca gigante fosse minúscula. Joy e Marea me avisavam toda vez que a fralda estava suja.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tenho vídeos maravilhosos da Anita bebê, com nossos cachorros. Depois de aprender a falar Mamãe e Papai, a terceira palavra foi Dedê - nome pelo qual chamava a Joy, e ela atendia. Quando ela começou a andar pelo pátio, passeava no meio de doze Amstaffs com seu sanduíche ou bolachinha na mão, e nenhum deles tentava roubar um pedaço. Diminuíam a velocidade perto dela, e não a derrubavam. Aturaram puxões e apertões, foram pisoteados, montados, empurrados, sempre pacientes e doces. Marea escolheu ser da Anita, logo passou a dormir na cama da Anita, e foram inseparáveis até que ela teve que partir, aos 13 anos de idade. Guardaremos as melhores lembranças.

 

 

Não há como negar a genética. Amstaffs ainda carregam os genes de seus ancestrais que eram selecionados para brigar. Procuramos nesses anos todos, selecionar os menos brigões e mais sociáveis, o que nos deu uma maioria de cães amistosos com outros cachorros. Mas não há como se "tirar" completamente a tendência a ser um lutador poderoso, e isso significaria perder também outras características, que fazem do AST a raça que ela é, com cães diferentes do comum e cheios de qualidades úteis. Não gostamos de cães briguentos, somos 100% contra rinhas e procuramos focar a energia de nossos cachorros para qualquer coisa que não seja arrumar encrenca. Porém seria irresponsável dizer que é uma raça indicada para viver em grupo, ou que é seguro soltar um AST em via pública, com a possibilidade de cães desconhecidos passarem. Pode-se trabalhar para formar um AST bem sociável com cães? Claro que sim, mas tenha em mente que dá muito mais trabalho manter um American sem brigar a vida inteira, do que daria com um Beagle, por exemplo. E que o tamanho e a gravidade do estrago que um American pode causar a outro cão ou bicho, são infinitamente maiores. Acho que é o único "defeito" da raça... Nem todos são, mas muitos podem vir a ser brigões, e isso é algo que deve ser pensado com muita responsabilidade. 

Amstaffs são muito fortes e adoram utilizar seus músculos. Nossos primeiros ASTs adoravam ver a peiteira, porque sabiam que poderiam tracionar. O Chucky puxava o Marco na bicicleta, por quantos quarteirões a gente permitisse. Swat, Joy e Tara gostavam mesmo era de ficar saltando junto do muro, para espiar o que acontecia lá fora. Com pouquíssimo impulso, passavam a cabeça dos dois metros de altura. Aloha buscava gambás em cima de árvores altas e totalmente verticais, sem nenhum treino. São cães que gostam de pular, escalar, tracionar e de escorregar em pisos lisos, mas hoje sabemos que esses exercícios de impacto ou de muito peso devem ser evitados o quanto possível, pois as articulações de seu cão, assim como as suas, são um recurso finito. Elas devem ser poupadas de bobagens inúteis ou serão irremediavelmente danificadas, o que irá acarretar dores, perda de mobilidade, incapacidades diversas e uma piora de saúde, de longevidade e de qualidade de vida de seu cão. Não é surpreendente assistir vídeos em que cães voam alto para pegar um brinquedo, ou arrastam um carro? Certamente que é! Mas meu prazer em ver meus cães sadios, ficando velhinhos e podendo caminhar e brincar, é muito maior do que seria meu orgulho em mostrar que os meus também conseguiriam fazer algo assim. 

 

 

 

 

 

 

Apesar de serem resistentes, eles não gostam de frio. Os habituados dentro de casa, serão ainda mais friorentos e dengosos nesse ponto. Alguns Amstaffs criados somente em quintal, podem não ligar a mínima para uma geada, mas a maioria deles prefere estar quentinho. Na realidade, aqui no Brasil eu imagino que não possa haver frio suficiente para matar um Amstaff, pois eles não apreciam passar frio porém são fortes contra ele. Agora, o calor é algo importante e constitui um perigo real: quanto mais massa, mais o animal concentra calor - por isso que é fácil um cavalo morrer por hiperaquecimento. Da mesma forma, cães musculosos são mais propensos a morrer de hipertermia (quando o cão não consegue se livrar do excesso de calor no corpo e entra em colapso). Nunca, nunca deixe seu American dentro do carro no sol, nem por poucos momentos, e não os exercite nas horas quentes do dia. As pessoas olham aquele animal que parece uma muralha, e pensam que é imortal. Eles são fortes mas são seres vivos, e merecem nosso cuidado e proteção.

 

 

 

 

O pêlo deles não dá trabalho e a maioria deles tem pouco cheiro natural de cachorro. Não são cães caros de se manter, pois comem pouco em relação ao seu peso. Podem viver bem em um apartamento ou em espaço pequeno, desde que - e isso é de total importância - recebam educação, carinho, e passeiem para queimar energia. Para quem pensa em ter um Amstaff, uma dica: socializar intensamente, para que o cão se habitue a ver outros cães com tranquilidade. De nossa parte, estamos satisfeitíssimos com a raça que escolhemos.